Dia do Pudim: clássico da sobremesa brasileira ganha releituras em restaurantes de São Paulo

 Dia do Pudim: clássico da sobremesa brasileira ganha releituras em restaurantes de São Paulo

Tem sobremesa que não precisa acompanhar tendência, virar moda ou aparecer no TikTok para continuar lotando mesas.

O pudim segue intacto.

Com ou sem furinho, mais lisinho ou mais aerado, de leite condensado, doce de leite ou pistache, a verdade é que pouca coisa conversa tão bem com memória afetiva quanto uma fatia bem servida coberta por calda caramelizada.

Celebrado em 22 de maio, o Dia Nacional do Pudim reforça a força de uma receita que atravessa séculos. Apesar de extremamente popular no Brasil, versões semelhantes aparecem pela Europa desde a Idade Média. Na França, ganhou fama como crème caramel. Na Espanha, virou crema catalana. Já os portugueses ajudaram a transformar o doce em tradição conventual, influência que desembarcou por aqui ainda no século 19.

E talvez esteja aí o segredo do pudim: ele nunca precisou ser sofisticado para ser desejado.

Em Bar Original, por exemplo, o clássico aparece em versão tradicional, extremamente cremosa e sem distrações. Já no Pirajá, a receita ganha doce de leite e reforça aquela sobremesa clássica de boteco que fecha qualquer almoço com dignidade.

Para quem prefere versões mais autorais, o Arabia aposta em um pudim de pistache delicado e elegante, enquanto o Ristorantino leva o pistache siciliano tostado para uma leitura mais sofisticada da sobremesa.

No Ama.zo – Cozinha Peruana, o pudim aparece reinterpretado como crema volteada, sobremesa peruana que mistura leite, mel de cacau, creme inglês de cupuaçu e sorvete de jabuticaba. Uma versão menos óbvia, mas daquelas que fazem sentido na primeira colherada.

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Já quem não abre mão do clássico absoluto encontra versões tradicionais em casas como Hospedaria, NOU e Assador, cada uma defendendo sua própria textura, densidade e equilíbrio de açúcar.

Porque no fim, a discussão sobre furinho ou não furinho continua existindo. Mas uma coisa segue incontestável: final feliz é prato vazio.