Dia do Milkshake: como a bebida virou ícone pop e onde provar em São Paulo
Dos diners americanos ao cinema e às lanchonetes brasileiras, o milkshake atravessou décadas sem perder o apelo e hoje aparece em versões cada vez mais criativas
Muito antes de ganhar coberturas generosas, biscoitos, café, pistache e outras combinações, o milkshake já ocupava um lugar muito específico no imaginário americano: balcão de lanchonete, jukebox, hambúrguer e copo alto com canudo.
A bebida acabou ultrapassando a gastronomia e virou também elemento da cultura pop, aparecendo no cinema, na música, na publicidade e na estética dos diners que ajudaram a definir parte da imagem dos Estados Unidos no século 20.
No Brasil, essa história ganhou um capítulo próprio a partir dos anos 1950, com a chegada das primeiras lanchonetes inspiradas no modelo americano. Hoje, o milkshake está em hamburguerias, cafeterias, chocolaterias e gelaterias e pode ir do clássico chocolate a receitas com espresso, biscoito, caramelo e gelatos artesanais.
Para o Dia do Milkshake, reunimos quatro endereços em São Paulo para experimentar diferentes versões da bebida.
De Copacabana para o Brasil
Um dos personagens centrais da popularização do milkshake no país foi Robert Falkenburg, ex-tenista campeão de Wimbledon e fundador do Bob’s.
Segundo registros da própria marca, Falkenburg chegou ao Rio de Janeiro e percebeu a dificuldade de encontrar um bom milkshake na cidade. Em 1951, abriu uma sorveteria e, no ano seguinte, inaugurou o Bob’s em Copacabana, introduzindo no mercado brasileiro um modelo inspirado nas lanchonetes americanas, com hambúrgueres, sorvetes, sundaes e milkshakes.
A combinação ajudou a estabelecer um repertório de lanchonete que atravessaria gerações.
Um copo que também virou cultura pop
O milkshake ganhou uma força visual que poucas bebidas conseguiram construir.
Um exemplo marcante aparece em Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, lançado em 1994. A cena em que Mia Wallace pede um milkshake de cinco dólares transformou uma bebida cotidiana em parte de uma das sequências mais lembradas do filme.
Na música, o termo ganhou outro significado em 2003 com “Milkshake”, de Kelis, ampliando ainda mais sua presença na cultura popular.
Esse imaginário ajuda a explicar por que o milkshake continua funcionando tão bem também visualmente. É sobremesa, bebida e, muitas vezes, parte da própria experiência de uma lanchonete.
Lanchonete da Cidade
A Lanchonete da Cidade mantém os sabores mais clássicos, mas também explora combinações mais carregadas.
Entre as opções estão Creme, por R$ 29, e Chocolate, por R$ 34. O Ovomaltine custa R$ 36 e combina sorvetes de chocolate e creme, calda de chocolate e farofa de Ovomaltine.
O Merengo, R$ 35, leva sorvete e calda de morango, merengue e chantilly.
Para a data, aparecem ainda duas novidades. O Biscoffee, R$ 39, leva sorvete de nata, espresso, biscoito Biscoff e calda de doce de leite. Já o Céu Azul, R$ 36, recupera o sabor do tradicional sorvete azul, finalizado com chantilly e confeitos em formato de estrelas.
Serviço: Rua Coropé, 51, Pinheiros, além de outras unidades. Segunda a quinta, das 12h às 15h e das 17h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h à 0h. @lanchonetedacidade
Tchocolath
Na chocolateria Tchocolath, o milkshake acompanha a proposta da cafeteria e muda conforme a disponibilidade de sabores.
Chocolate, baunilha, pão de mel, pistache e cereja estão entre as opções que podem aparecer no cardápio. O valor informado é de R$ 29.
O pão de mel é uma escolha particularmente coerente com a identidade da casa, conhecida justamente pela produção do doce.
Serviço: Rua Antônio Afonso, 19, Vila Nova Conceição. Segunda a sábado, das 8h às 19h; domingo, das 8h às 18h. Telefone: (11) 97652-3081. @tchocolath
Walnuts
Na Walnuts, a diferença está na possibilidade de transformar os próprios sorvetes artesanais da casa em milkshake.
O Milkshake custa R$ 28 e o Mini Shake, R$ 20.
Entre os sabores possíveis estão Flocos de Cookies com Caramelo, Café com Leite e Sucrilhos, Chocolate Maltado e Waltella, preparado com creme de avelã produzido pela própria sorveteria.
Serviço Vila Clementino: Rua Luís Góis, 1607. Todos os dias, das 12h às 19h30.
Serviço Vila Mariana: Rua Morgado de Mateus, 160. Todos os dias, das 12h às 19h30. @walnutssorvetes
Miracolo Gelateria
A Miracolo nasceu em Paraty e chegou a São Paulo em 2025 com uma unidade nos Jardins.
Como o ponto de partida são os gelatos da casa, o cliente escolhe o sabor que será transformado em milkshake. Entre as possibilidades estão stracciatella, mousse de maracujá, caramelo salgado, palha italiana e baunilha crocante.
O milkshake custa R$ 24.
Serviço: Alameda Lorena, 1178, Jardins. Domingo a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h. @miracolosp