Café gelado cresce no Brasil e amplia novos rituais de consumo
Versões frias ganham espaço e mostram a versatilidade da bebida no dia a dia
Em um país tradicionalmente ligado ao cafezinho quente, o café gelado vem ganhando espaço e ampliando as ocasiões de consumo ao longo do dia. Dados da Euromonitor International indicam que o segmento cresceu 157 por cento entre 2019 e 2023, movimentando cerca de R$ 1,2 bilhão no período.
O avanço acompanha mudanças no comportamento do consumidor, influenciadas pelo clima, por rotinas mais flexíveis e pela busca por novas experiências com a bebida.
Tendência global
Segundo a International Coffee Organization, preparações frias e cafés prontos para beber avançam em diversos mercados do mundo, especialmente em regiões de clima quente e entre públicos mais jovens.
Esse movimento reforça a versatilidade do café e amplia os momentos de consumo além do tradicional café da manhã.
“O café gelado não substitui o consumo tradicional, mas amplia as ocasiões e cria novos momentos de pausa ao longo do dia. As cápsulas facilitam essa experimentação e permitem explorar versões geladas com praticidade, mantendo qualidade e consistência no preparo”, afirma Flávia Molina, diretora de marketing da Camil Alimentos.
Novas receitas e experiências
Para estimular esse ritual de consumo, a marca Café União desenvolveu receitas adaptadas ao clima brasileiro, combinando café com ingredientes refrescantes.
Entre as sugestões está o drink não alcoólico de café com limão, preparado com limão tahiti, mel, hortelã, água com gás e espresso. A mistura cria uma bebida leve e aromática, indicada para dias mais quentes.
Outra opção é o café gelado com leite de aveia, que combina espresso, gelo, leite vegetal aerado e um toque de cacau em pó. A bebida oferece textura cremosa e sabor equilibrado.
As receitas reforçam como o café pode ganhar novas interpretações e acompanhar diferentes momentos do dia, indo além do consumo tradicional.