Dia da Gula revela novo olhar sobre o doce e o fim das dietas extremas

 Dia da Gula revela novo olhar sobre o doce e o fim das dietas extremas

Confeitarias observam consumo mais consciente, afetivo e livre da lógica da culpa

Celebrado em 26 de janeiro, o Dia da Gula vem deixando de ser apenas uma exaltação ao excesso para se tornar um ponto de reflexão sobre como as pessoas se relacionam com o doce. Em vez de culpa, restrição ou discursos punitivos, cresce um movimento que valoriza prazer, consciência e equilíbrio. O doce, antes tratado como vilão, passa a ocupar um lugar mais honesto e possível na rotina.

Pesquisas recentes ajudam a explicar essa mudança de comportamento. Dados da Kantar indicam que, em 2025, 64% dos consumidores passaram a priorizar experiências gustativas que tragam prazer e satisfação, sem abrir mão de atenção aos ingredientes e ao contexto de consumo. O dado sinaliza um afastamento progressivo das dietas extremas e uma reaproximação do comer como experiência sensorial, emocional e social.

Esse movimento é percebido com clareza em confeitarias que lidam diretamente com o consumo afetivo do doce, como a PikurruchA’S. A marca observa uma procura crescente por sobremesas que se encaixem no dia a dia, associadas a pausas, encontros e celebrações, e não mais à ideia de exagero ou compensação.

Para Ana Piku, fundadora da confeitaria, considerada a maior da América Latina, a data simboliza uma transformação cultural mais ampla. “As pessoas não querem apenas seguir regras que excluem sabores que amam e fazem parte da vida delas. Existe uma vontade real de entender o que se come, sentir prazer e, ao mesmo tempo, fazer escolhas mais conscientes. Quando isso acontece, a relação com a comida se torna mais saudável e afetiva”, afirma.

O discurso do “comer sem culpa”, muitas vezes usado dentro de contextos extremamente restritivos, também começa a perder espaço. No lugar, ganha força uma abordagem mais madura, que considera rotina, saúde emocional e autonomia alimentar. Nesse cenário, o doce deixa de ser exceção e passa a ser parte orgânica da experiência cotidiana.

Essa leitura orienta parcerias recentes da PikurruchA’S, como a colaboração com a Linea, que propõe releituras de sobremesas clássicas a partir de uma lógica mais consciente, sem abrir mão de sabor, textura e memória afetiva. A collab dialoga diretamente com consumidores que buscam alternativas possíveis, sem radicalismos.

Entre as criações estão opções como brigadeirocoxinha de brigadeiro com morangobolo de cenoura com calda de brigadeiro amargobolo de chocolatecheesecakes com geleias de frutas e cappuccino zero açúcar, todos pensados para integrar prazer e atenção alimentar. “O Dia da Gula deixa uma mensagem importante: prazer não precisa ser sinônimo de excesso nem de culpa. Quando a gente se permite comer com atenção, afeto e consciência, o doce volta a ocupar um lugar mais leve e verdadeiro na rotina”, conclui Ana Piku.